Em um cenário político marcado por reviravoltas, o presidente do *Democracia Cristã (DC) no Amazonas**, *Cícero Alencar*, oficializou sua candidatura em um discurso contundente de oposição. Sob o lema que já ecoa nos bastidores do estado — *“O Amazonas merece respeito”*— Alencar posicionou-se como a via de esperança contra o que classifica como um período de descaso e instabilidade institucional.
*”O Amazonas merece respeito”*
A frase principal de Cicero Alencar não foi apenas um slogan, mas um desabafo sobre a atual situação administrativa. Durante o anúncio, o líder do DC enfatizou que o povo amazonense foi deixado em segundo plano por interesses eleitorais.
“Não podemos aceitar que o estado seja tratado como um tabuleiro de xadrez, onde as peças se movem apenas por conveniência política. O Amazonas merece respeito, merece continuidade e merece seriedade”*, declarou Alencar.
O “Abandono” de Wilson Lima e Tadeu de Souza*
O tom crítico da candidatura de Alencar foca diretamente na recente saída de **Wilson Lima** e de seu vice, **Tadeu de Souza**. Ambos renunciaram aos seus mandatos no início de abril de 2026 para disputar outros cargos no pleito deste ano, deixando vago o comando para o qual foram eleitos pelo voto direto.
A crítica central de Alencar reside no sentimento de *abandono*. Para o candidato do DC, ao renunciarem, Wilson e Tadeu interromperam projetos vitais e deixaram o estado em uma espécie de “vácuo de liderança executiva”, priorizando projetos pessoais de poder em detrimento do compromisso firmado nas urnas com a população.
Crise de Legitimidade no Governo
Outro ponto de forte ataque foi a ascensão de *Roberto Cidade*, presidente da Assembleia Legislativa (Aleam), ao posto de governador. Cícero Alencar destacou o fato de o Amazonas ser agora gerido por uma figura que não recebeu votos para o Poder Executivo.
* **A Crítica:** Alencar argumenta que a manobra, embora legal dentro da linha sucessória, fere a vontade popular.
Argumento: Ele enfatiza que o povo elegeu Cidade para o *Legislativo*, e que a atual configuração do governo é fruto de um “arranjo político” que ignora a escolha democrática feita para o comando do Estado.
Com o lançamento de sua candidatura, Cícero Alencar promete ser a voz daqueles que se sentem órfãos de uma gestão eleita, reforçando que a prioridade do próximo governo deve ser resgatar a dignidade e a estabilidade de um estado que, segundo ele, foi “deixado à própria sorte”.




